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Intolerância à lactose

setembro11

Embora muitas vezes usados como sinônimos, é importante estabelecer a diferença entre intolerância, alergia e sensibilidade, pois suas conseqüências podem ir de um mal-estar ao risco de vida. A alergia é uma resposta do sistema imunológico a algum componente do alimento – em geral, proteínas. A intolerância trata-se de uma reação adversa que envolve a digestão ou o metabolismo, mas não o sistema imunológico. Já a sensibilidade é uma resposta anormal, que pode provocar reação semelhante à alergia.

Intolerância à lactose é a incapacidade de digerir a lactose, resultado da deficiência ou ausência da enzima intestinal chamada lactase. Esta enzima possibilita decompor o açúcar do leite em carboidratos mais simples, para a sua melhor absorção. Este problema ocorre em cerca de 25% dos brasileiros.

A linha de Chantilly Hulalá que inclui Hulalá, Hulalá Oro, Hulalá Oro Chocolate, Hulalá Light, Spray Pan, Spray Pan Chocolate e Hulalá Spray não contém lactose, portanto podem ser consumidos por indivíduos alérgicos ou  que sofrem de intolerância.

Há três tipos de intolerância à lactose, que são decorrentes de diferentes processos. São eles:
1) deficiência congênita da enzima;
2) diminuição enzimática secundária a doenças intestinais;
3) deficiência primária ou ontogenética.

O primeiro tipo é um defeito genético muito raro, no qual a criança nasce sem a capacidade de produzir lactase. Como o leite materno possui lactose, a criança é acometida logo após o nascimento.

O segundo tipo é bastante comum em crianças no primeiro ano de vida e ocorre devido à diarréia persistente, pois há morte das células da mucosa intestinal (produtoras de lactase).

Assim, o indivíduo fica com deficiência temporária de lactase até que estas células sejam repostas.

Estatisticamente, o terceiro tipo é o mais comum na população. Com o avançar da idade, existe a tendência natural à diminuição da produção da lactase. Esse fato é mais evidente em algumas raças como a negra (até 80% dos adultos têm deficiência) e menos comum em outras, como a branca (20% dos adultos).

Causa
Devido a essa deficiência, a lactose não digerida continua dentro do intestino e chega ao intestino grosso, onde é fermentada por bactérias, produzindo ácido láctico e gases (gás carbônico e o hidrogênio, que é usado nos testes de determinação de intolerância à lactose). A presença de lactose e destes compostos nas fezes no intestino grosso aumenta a pressão osmótica (retenção de água no intestino), causando diarréia ácida e gasosa, flatulência excessiva (excesso de gases), cólicas e aumento do volume abdominal.

Sintomas
Os sintomas mais comuns são náusea, dores abdominais, diarréia ácida e abundante, gases e desconforto. A severidade dos sintomas depende da quantidade ingerida e da quantidade de lactose que cada pessoa pode tolerar. Em muitos casos pode ocorrer somente dor e/ou distensão abdominal, sem diarréia. Os sintomas podem levar de alguns minutos até muitas horas para aparecer. A peristaltase, ou seja o movimento muscular que empurra o alimento ao longo do estômago pode influenciar o tempo para o aparecimento dos sintomas. Apesar de os problemas não serem perigosos, eles podem ser bastante desconfortáveis.

Fonte:
http://www.virtual.epm.br/material/tis/curr-bio/trab2001/grupo1/intolerancia.htm

Entenda os riscos da gordura trans

setembro11

As gorduras trans são um tipo específico de gordura formada por um processo de hidrogenação natural (ocorrido no rúmen* de animais) ou industrial. Estão presentes principalmente nos alimentos industrializados. Os alimentos de origem animal como a carne e o leite possuem pequenas quantidades dessas gorduras.

As gorduras trans formadas durante o processo de hidrogenação industrial que transforma óleos vegetais líquidos em gordura sólida à temperatura ambiente são utilizadas para melhorar a consistência dos alimentos e também aumentar a vida de prateleira de alguns produtos.  O consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras trans faz mal para a saúde e pode causar aumento do colesterol total e ainda do colesterol ruim – LDL-colesterol
e redução dos níveis de colesterol bom – HDL-colesterol. Por estas razões é que a Codap Brasil, fabricante dos produtos Hulalá, preocupada com a saúde e bem estar de seus consumidores,  não utiliza gordura trans na fabricação de todos os seus produtos.

Muitos alimentos contém gordura trans em sua formulação, sendo que a maior preocupação deve ser com os alimentos industrializados – como sorvetes, batatas-fritas, salgadinhos de pacote, pastelarias, bolos, biscoitos, entre outros; bem como as gorduras hidrogenadas e margarinas, e os alimentos preparados com estes ingredientes. Lembrando que o nome “gordura trans” vem da ligação química que a gordura apresenta, e ela pode estar presente em produtos industrializados ou produtos in natura, como carnes e leites. Já a gordura hidrogenada é o tipo específico de gordura trans produzido na indústria.

Uma dica para controlar o consumo de gordura trans  é a leitura dos rótulos dos alimentos que permite verificar quais alimentos são ou não ricos em gorduras trans. A partir disso, é possível fazer escolhas mais saudáveis, dando preferência àqueles que tenham menor teor dessas gorduras, ou que não as contenham.

O valor de gorduras trans descrito nos rótulos dos alimentos deve ser declarado em gramas presentes por porção do alimento. A porcentagem do Valor Diário de ingestão (%VD) de gorduras trans não é declarada porque não existe requerimento para a ingestão destas gorduras. Ou seja, não existe um valor que deva ser ingerido diariamente. A recomendação é que seja consumido o mínimo possível.

Para saber se o alimento é rico em gordura trans basta olhar a quantidade por porção dessa substância. Não se deve consumir mais de 2 gramas de gordura trans por dia. É importante também verificar a lista de ingredientes do alimento. Através dela é possível identificar a adição de gorduras hidrogenadas durante o processo de fabricação do alimento.
Fonte:
http://www.anvisa.gov.br/faqdinamica/asp/usuario.asp?usersecoes=28&userassunto=104

*Rúmen: O primeiro estômago dos animais ruminantes, ou seja, o rúmen é a primeira passagem dos alimentos em animais que possuem como forma de digestão o ato de regurgitar.